DOENÇA PULMONAR
OBSTRUTIVA CRÔNICA
O
que, de fato, é DPOC?
DPOC
é a sigla para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica; que é a diminuição da
capacidade respiratória do individuo afetado por essa doença. Ela pode se
apresentar de duas formas: BRONQUITE CRÔNICA,
ou ENFISEMA PULMONAR.
É
fato, que poderíamos ampliar este quadro para outras enfermidades pulmonares,
tais quais, além da bronquite crônica e o enfisema pulmonar, asma brônquica, e
bronqiectasias; contudo, normalmente toda referencia dada à DPOC, fica restrita
ao entendimento das enfermidades já nomeadas.
De
forma geral, a bronquite crônica tem seu diagnóstico confirmado a partir do
momento que o paciente relata tosse produtiva (com catarro) durante um período
igual, ou superior, a três meses por ano, durante dois anos consecutivos e que
estejam excluídas outras patologias advindas de infecções respiratórias e
tumores.
Já
o enfisema pulmonar, tem seu diagnóstico firmado com a constatação da
destruição dos alvéolos nas paredes pulmonares, fazendo com que o oxigênio
fique retido nos pulmões e, com isso os pulmões perdem sua elasticidade,
diminuindo sua capacidade funcional da troca de oxigênio do organismo humano.
Devemos
recordar que são nos alvéolos que é realizada a troca gasosa do dióxido de
carbono pelo oxigênio, que irá percorrerá toda corrente sanguínea. Com a
destruição gradual destes, os pulmões tornam-se hiperinsuflados (muito
distendidos), tornando difícil o funcionamento pulmonar, o que acaba
acarretando intensa falta de arna realização de tarefas cotidianas, mesmo as
mais simples como caminhadas, o banho, ou o escovar de dentes.
A
Organização Mundial de Saúde (OMS)
dá a seguinte definição para a DPOC:
“É
uma doença previnível e tratável com alguns efeitos extrapulmonares
significantes que podem contribuir para gravidade individualmente”.
Já
a Sociedade Brasileira de Pneumologia e
Tisiologia (SBPT), define de forma mais abrangente e elucidativa, quando
diz:
“A
doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória prevenível
e tratável, que se caracteriza pela presença de obstrução crônica do fluxo
aéreo, que não é totalmente reversível. A obstrução do fluxo aéreo é geralmente
progressiva”.
Como pudemos observar a SBPT dá uma definição
mais abrangente. Ainda que ambas definições afirmem que é uma doença previnível
e tratável, a SBPT aponta para a irreversibilidade e para a progressividade da
moléstia, e ainda completa dizendo:
“A
obstrução fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a uma resposta
inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos, causada
primariamente pelo tabagismo. Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também
produz conseqüências sistêmicas significativas. O processo inflamatório crônico
pode produziralterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite
obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema pulmonar). A predominância destas
alterações é variável em cada indivíduo, tendo relação com os sintomas
apresentados.”
Sem
dúvida, devemos admitir que a quase totalidade dos casos da DPOC, estão ligados
aos casos de tabagismo e, podemos afirmar com toda convicção que algo em torno
15 a 20 % dos fumantes tem desenvolvido a DPOC; enquanto que o indice de
mortalidade entre os que desenvolvem a enfermidade, varia entre 85 e 90% dos
casos. Esse fato fez com que o Surgeon
General, dos EUA, afirmasse que existem evidências suficientes para a
conclusão de que existe uma real relação entre o tabagismo e a morbidade e
mortalidade por DPOC.
Antes
de prosseguir sobre a DPOC, gostaria de lembrar que o tabagismo é o consumo de
qualquer derivado de tabaco, seja ele produtor, ou não, de fumaça. Ou seja,
além do cigarro, charuto, cachimbo, cigarrilha, cigarro de palha e narguillé; também
o rapé e o tabaco mascável. A OMS reconhece o tabagismo como uma doença
crônica, epidêmica; que é transmitida pela propaganda e publicidade. Devemos
ter claro que o tabagismo é a maior causa evitável de adoecimentos e
mortalidade precoce em todo o mundo. Ainda segundo a OMS, esta é a causa de
morte de um em cada dez adultos, ou cinco milhões ao ano.
Já
no Brasil, a Organização Pan-americana de Saúde, aponta para algo em torno de
duzentas mil mortes ao ano.
O
hábito do tabagismo expõe o fumante a 4.720 substâncias, muitas delas tóxicas,
e que faz o tabagismo ser o fator casual de aproximadamente 50 doenças. Entre
elas encontramos: câncer
(pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga,
colo de útero, leucemia), doenças do
aparelho respiratório (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma,
infecções respiratórias) e doenças
cardiovasculares (angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial,
aneurismas, acidente vascular cerebral, tromboses).
A relação entre o tabagismo e a DPOC já
está bem estabelecida já a vários anos. Por isso, é possível apontar que a DPOC, se desenvolve após
vários anos de tabagismo e que os fumantes de cigarros apresentam um risco
10 a 14 vezes maior de morte por DPOC, enquanto que para os fumantes de charutos
e cachimbos este risco fica em torno de 6 vezes maior de morte por essa mesa
patologia.É possível, também, relacionar a mortalidade dos fumantes de
cigarros, com o número de cigarros consumidos diariamente; aqueles que fumam
entre 1 a 14 cigarros por dia apresentam um índice de mortalidade 5 vezes maior
do que os não fumantes. Já aos que fumam mais de 25 cigarros por dia dobram a
chance de morte em relação ao grupo que fuma menos.
Portanto, é cabível afirmar que a maneira mais
eficaz de evitar essa patologia é evitar o fumo, ou parar de fumar. Evitar o
fumo é a única forma de prevenção da doença. E se houver necessidade procure
ajuda de seu médico.
Aqui na Baixada Santista procure a LICOTINA, do
Hospital Guilherme Álvaro, ali você receberá todo apoio necessário para parar
de fumar e, se necessário receberá o tratamento mais adequado. Além da LICOTINA, o Pneumologista, Dr. Waldir Nascimento Cunha Filho, me informa que na UNIMED preventiva existe um trabalho voltado para ajudar aqueles que que desejam parar de fumar, com médicos e psicólogos capacitados para esse auxílio. Além desses dois, temos ainda outro trabalho realizado pela Prefeitura Municipal de Santos, que possui um ambulatório especializado para a cessação do tabagismo. (JL. Guerrero)
