quinta-feira, 10 de abril de 2014

MAIS UM DESABAFO

MAIS UM DESABAFO

Não importa o que eu pense, ou o que eu queira, ou o que eu sonhe; a verdade é que já não vejo a luz no fim do túnel.

Sei que serei criticado. Muitos hão de dizer que não tenho fé. Que duvido do poder de Deus e tantas outras coisas.

Mas isso não é verdade. Creio que Deus é soberano e pode operar qualquer milagre, se assim Ele desejar. Porém, também creio que o maior milagre Ele já operou ao permitir que eu tivesse acesso ao Evangelho salvador e me concedeu crer em Cristo como eu único e suficiente Salvador. Sei que fora Ele eu nada tenho, nem nada sou.

O mal que hoje me afeta e me deixa incapacitado para cumprir até mesmo as mínimas tarefas cotidianas foi consequência de meus próprios erros, de minha incapacidade de me negar determinados desejos da carne. Hoje sofro os erros do passado e colho da plantação que realizei.

Deus, é Deus imensamente Justo, sabiamente Justo e abomina o pecado. Por Sua infinita misericórdia perdoa o pecador, mas não o isenta das consequências do pecado, tanto que na Palavra está escrito: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” Gl. 6.7-8.

Se em meu passado semeei da carne, é lógico que hoje colha da carne. Mas, também é verdade que o Senhor permitiu que eu o conhecesse, então, passei a semear em arrependimento, em desejo de conhecê-Lo cada dia mais; passei a semear em temor por Sua Palavra, por Sua santidade, por todos Seus atributos. E agora espero colher para a vida eterna.

Sim, já não vejo luz no fim do túnel. Já não encontro prazer em continuar trilhando o caminho. Não tenho forças físicas e como já afirmei, nem mesmo consigo realizar minhas atividades cotidianas sem ficar ofegante. Coisas que antes me davam prazer, hoje são sacrificantes:

     As deliciosas caminhadas, já não posso mais. Se ando meia quadra fico ofegante e sem ar, sou obrigado a parar, descansar, para então continuar.
      Tomar banho, só se for sentado e não raro necessitando de ajuda de outros.
      Mesmo o simples ato de escovar os dentes ou fazer a barba tem sido custoso
      Mas, o pior é que até comer tem me cansado. A mastigação tem me deixado muito cansado.

Sinceramente, tenho me sentido triste, desgastado, humilhado. Tenho comigo a Palavra que diz: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” (Fp. 1.21), mas, enquanto o apóstolo ainda consegue consolação e continua dizendo “Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne.” (Fp. 1.22-24), eu não encontro essa mesma consolação. Ele, de alguma forma ainda tinha alguma utilidade, falava, pregava, ensinava. Eu...

Eu pouco saio de casa, nem à igreja tenho ido mais. Não posso fazer evangelismo e minha paixão por missões hoje é infrutífera. Não posso mais pregar, pois o falar também me cansa e com muita facilidade tenho ficado rouco. Não tenho que queira comigo dividir, compartilhar, aprender; então prá que ficar?

Sou cada dia mais inútil e mais dependente de uma máquina para poder respirar. Pra que continuar?

Olho meu presente e vejo que todo meu passado foi “correr ao vento”. Olho meu presente e vejo que meu passado foi um constante iniciar, sem nunca continuar ou completar. Não deixo nada realizado, nem nada de útil, porque vivi uma vida inútil. A penas corri atrás do vento. (JL. Guerrero)












terça-feira, 8 de abril de 2014

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

O que, de fato, é DPOC?

DPOC é a sigla para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica; que é a diminuição da capacidade respiratória do individuo afetado por essa doença. Ela pode se apresentar de duas formas: BRONQUITE CRÔNICA, ou ENFISEMA PULMONAR.

É fato, que poderíamos ampliar este quadro para outras enfermidades pulmonares, tais quais, além da bronquite crônica e o enfisema pulmonar, asma brônquica, e bronqiectasias; contudo, normalmente toda referencia dada à DPOC, fica restrita ao entendimento das enfermidades já nomeadas.

De forma geral, a bronquite crônica tem seu diagnóstico confirmado a partir do momento que o paciente relata tosse produtiva (com catarro) durante um período igual, ou superior, a três meses por ano, durante dois anos consecutivos e que estejam excluídas outras patologias advindas de infecções respiratórias e tumores.

Já o enfisema pulmonar, tem seu diagnóstico firmado com a constatação da destruição dos alvéolos nas paredes pulmonares, fazendo com que o oxigênio fique retido nos pulmões e, com isso os pulmões perdem sua elasticidade, diminuindo sua capacidade funcional da troca de oxigênio do organismo humano.

Devemos recordar que são nos alvéolos que é realizada a troca gasosa do dióxido de carbono pelo oxigênio, que irá percorrerá toda corrente sanguínea. Com a destruição gradual destes, os pulmões tornam-se hiperinsuflados (muito distendidos), tornando difícil o funcionamento pulmonar, o que acaba acarretando intensa falta de arna realização de tarefas cotidianas, mesmo as mais simples como caminhadas, o banho, ou o escovar de dentes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) dá a seguinte definição para a DPOC:

“É uma doença previnível e tratável com alguns efeitos extrapulmonares significantes que podem contribuir para gravidade individualmente”.

Já a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), define de forma mais abrangente e elucidativa, quando diz:

“A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória prevenível e tratável, que se caracteriza pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo, que não é totalmente reversível. A obstrução do fluxo aéreo é geralmente progressiva”.

 Como pudemos observar a SBPT dá uma definição mais abrangente. Ainda que ambas definições afirmem que é uma doença previnível e tratável, a SBPT aponta para a irreversibilidade e para a progressividade da moléstia, e ainda completa dizendo:

“A obstrução fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos, causada primariamente pelo tabagismo. Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também produz conseqüências sistêmicas significativas. O processo inflamatório crônico pode produziralterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema pulmonar). A predominância destas alterações é variável em cada indivíduo, tendo relação com os sintomas apresentados.”

Sem dúvida, devemos admitir que a quase totalidade dos casos da DPOC, estão ligados aos casos de tabagismo e, podemos afirmar com toda convicção que algo em torno 15 a 20 % dos fumantes tem desenvolvido a DPOC; enquanto que o indice de mortalidade entre os que desenvolvem a enfermidade, varia entre 85 e 90% dos casos. Esse fato fez com que o Surgeon General, dos EUA, afirmasse que existem evidências suficientes para a conclusão de que existe uma real relação entre o tabagismo e a morbidade e mortalidade por DPOC.

Antes de prosseguir sobre a DPOC, gostaria de lembrar que o tabagismo é o consumo de qualquer derivado de tabaco, seja ele produtor, ou não, de fumaça. Ou seja, além do cigarro, charuto, cachimbo, cigarrilha, cigarro de palha e narguillé; também o rapé e o tabaco mascável. A OMS reconhece o tabagismo como uma doença crônica, epidêmica; que é transmitida pela propaganda e publicidade. Devemos ter claro que o tabagismo é a maior causa evitável de adoecimentos e mortalidade precoce em todo o mundo. Ainda segundo a OMS, esta é a causa de morte de um em cada dez adultos, ou cinco milhões ao ano.

Já no Brasil, a Organização Pan-americana de Saúde, aponta para algo em torno de duzentas mil mortes ao ano.

O hábito do tabagismo expõe o fumante a 4.720 substâncias, muitas delas tóxicas, e que faz o tabagismo ser o fator casual de aproximadamente 50 doenças. Entre elas encontramos: câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia), doenças do aparelho respiratório (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias) e doenças cardiovasculares (angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, acidente vascular cerebral, tromboses).

A relação entre o tabagismo e a DPOC já está bem estabelecida já a vários anos. Por isso, é possível apontar que a DPOC, se desenvolve após vários anos de tabagismo e que os fumantes de cigarros apresentam um risco 10 a 14 vezes maior de morte por DPOC, enquanto que para os fumantes de charutos e cachimbos este risco fica em torno de 6 vezes maior de morte por essa mesa patologia.É possível, também, relacionar a mortalidade dos fumantes de cigarros, com o número de cigarros consumidos diariamente; aqueles que fumam entre 1 a 14 cigarros por dia apresentam um índice de mortalidade 5 vezes maior do que os não fumantes. Já aos que fumam mais de 25 cigarros por dia dobram a chance de morte em relação ao grupo que fuma menos.  

Portanto, é cabível afirmar que a maneira mais eficaz de evitar essa patologia é evitar o fumo, ou parar de fumar. Evitar o fumo é a única forma de prevenção da doença. E se houver necessidade procure ajuda de seu médico.

Aqui na Baixada Santista procure a LICOTINA, do Hospital Guilherme Álvaro, ali você receberá todo apoio necessário para parar de fumar e, se necessário receberá o tratamento mais adequado. Além da LICOTINA, o Pneumologista, Dr. Waldir Nascimento Cunha Filho, me informa que na UNIMED preventiva existe um trabalho voltado para ajudar aqueles que que desejam parar de fumar, com médicos e psicólogos capacitados para esse auxílio. Além desses dois, temos ainda outro trabalho realizado pela Prefeitura Municipal de Santos, que possui um ambulatório especializado para a cessação do tabagismo. (JL. Guerrero)